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VISÃO GERAL

Ocupando 22% do território brasileiro, o Cerrado é o segundo maior bioma da América do Sul, perdendo em área apenas para a Floresta Amazônica. Ao longo de sua extensão, o bioma apresenta diferentes formações vegetais (savânicas, campestres e florestais), sendo considerado a savana neotropical mais biodiversa do planeta.

 

No bioma existem mais de 12 mil espécies vegetais catalogadas, sendo que mais de 4 mil só ocorrem no Cerrado. Essas espécies estão organizadas e distribuídas no ambiente a depender de fatores como a profundidade dos lençóis freáticos, a qualidade do solo, a incidência solar e o relevo. Por esse motivo, o Cerrado não possui um único aspecto. Ao longo de sua extensão, é possível encontrar florestas, campos onde predominam gramíneas e arbustos e até campos cobertos de pedras e cactos.

 

Essa variedade de ambientes proporciona moradia para diferentes espécies de animais, fungos, protozoários e bactérias. O bioma tem 5% da biodiversidade do planeta, sendo o lar do lobo-guará e do pato-mergulhão. Esses são apenas dois exemplos dos ilustres moradores do Cerrado. Em realidade, estimativas sugerem que o bioma contenha 199 espécies de mamíferos, 180 de répteis, 864 de aves, 210 de anfíbios e 1200 de peixes. Além disso, apesar de pouco conhecida, estima-se que a diversidade de insetos no bioma chegue a 90 mil espécies.

Entretanto, apesar da sua riqueza biológica, não é incomum ouvir alguém se referir ao bioma como feio, seco, monótono e sem vida. A perpetuação dessa visão serve aos interesses de quem gera riqueza por meio da exploração predatória da terra e do trabalho. Não é à toa que a região do Cerrado é onde mais se expande o agronegócio brasileiro e, como resultado disso, desde 1970, metade do bioma foi convertido em extensas plantações e pastos para criação de gado.

A VIDA NO CERRADO

A Vida no Cerrado (AVINC) surgiu como um contraponto a visão de um Cerrado vazio de biodiversidade e cultura. O movimento socioambiental, organizado e liderado por jovens cerratenses, surgiu em julho de 2020, a partir da inquietação de jovens universitários com os desmontes das políticas de proteção ambiental no Brasil e a degradação do bioma.

Estes são os nossos objetivos intitucionais: 

  1. Promover ações de educação socioambiental, divulgação científica e conscientização da importância ecológica do bioma para o Brasil e para o mundo;

  2. Engajar e articular jovens brasileiros em prol da preservação da biodiversidade do Cerrado, promovendo a participação política ativa da juventude nos processos de tomada de decisão;

  3. Realizar ações de Advocacy Climático, propondo e monitorando agendas ambientais sobre o Cerrado junto com lideranças, tomadores de decisões e personagens políticos; 

  4. Ocupar diferentes espaços e estabelecer diálogos permanentes com diferentes grupos, buscando a construção de uma rede em defesa da preservação do Cerrado; e

  5. Possibilitar a capacitação de educadores, estudantes universitários, figuras políticas e outros interessados, colaborando para uma visão de desenvolvimento voltada para a preservação do Cerrado e os sistemas sustentáveis de uso e manejo da terra. 

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